terça-feira, 14 de junho de 2011

Por ai...



E de tanto pensar nos tropeços da vida, tudo acabou se tornando um emaranhado de medos e anseios, que me impediam até mesmo de ir até a padaria da esquina sem que eu sentisse tais calafrios. O amor agora me perseguia, mas dessa vez não o via mais como um rastro de luz, agora ele tinha o retrato da dor estampado em sua face, não trazia mais em suas costas a mochila carregada de esperança e felicidade, mas como um boêmio viajante, ele trazia consigo uma mala cheia de lembranças, fotos, fatos, historias e lagrimas. Os ingredientes essenciais para a plastinação de um coração, ele sabia exatamente quais eram.Assim como as figuras da mística pedra de Ingá, essas marcas foram talhadas detalhe a detalhe, como as feitas pelos gestos precisos e certeiros de um artesão em busca da perfeita obra prima. Essas marcas um dia... Talvez... Quem sabe..., poderão ser esquecidas e deixadas para trás pelo trabalho minucioso do tempo, porém o esquecimento não será capaz de refazer os caminhos removendo os tropeços de cada passo, o tempo é só o remédio ele não faz com que elas deixem de existir.

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