Andei sumida, andei vaga, ainda por aí. Tanto tempo já passou e eu, eu continuo a mesma, volta e meia vejo-me suplicando por uma mão para agarrar-me, volta e meia deparo-me ao no nada. Eu tentei, tentei alongar meu dia em 32hrs, meu sono em 3hrs e minha vida... Bom, minha vida em 40 anos, eu vivi, eu vivia, eu morri, estou morta e nesse exato momento o que consigo enxergar são apenas robôs, arremessando sorrisos, vivendo de acordo com o que a boa vizinhança diz: “ser civilizado”; Não sou feita de sorrisos, eles são arremessados de todos os lados contra mim, os vejo a me atingir, desvio, fujo, cubro-me, mas muitos prendem-se às minhas roupas, como velcro. Ao meu redor vejo gente admirando todos esses sorrisos, sem, ao menos, ver que minha boca não estampa dente algum. São todos meus? São todos sinceros? Há motivo suficiente neles? Eu sou não sou desse lugar, não sou.
Tu sabes que levanta de manhã com a sensação que seu dia seu dia será o mesmo do anterior, tu vais dormir com a certeza que teu dia foi igual ao anterior, o que tu fazes de diferente é sonhar, esperar que aconteças tudo diferente, que finalmente tu “abra os olhos”. A gente inventa problemas, quando eles não existem, é o que dói mais, dói mais ser feita de sorrisos do que de lágrimas.
Eu, bem realmente eu cansei re suplicar porque por vezes vi um ou outro reclamando disso e daquilo, reclamando do quente e do frio, reclamando do dia, da noite, cansei de ver pessoas procurando solução pra tudo quando sabe Aliás que não existe solução pra nada. Não existe nada, quem sabe somos o tudo, ou mesmo o nada.
Estou sempre a procurar respostas, mesmo sabendo que cada nova resolução acaba gerando uma pergunta ainda mais difícil de responder. Eu só queria desligar o meu radar, por uns dias.
É, acho que tá começando a ficar difícil. Passei de fase.
Realmente o que eu preciso é dormir mais que 4hrs, pensar menos que 24hrs e desligar os telefones.
Abraços a todos, Maiara Adler. (http://xicarra.wordpress.com @maihadler)
