quinta-feira, 25 de julho de 2013

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Eu parei de viver o “um dia”, eu vivo o hoje, com pressa, quero tudo pra logo, agora, antes que seja tarde. O tempo é curto, o bonde passa, a linha avança, o sinal fecha. Eu tenho pressa pai, eu tenho pressa mãe! Não há como impedir que o caminho seja seguido, mesmo sendo o certo, mesmo sendo o errado, afinal as escolhas são feitas, e a todas elas a conseqüência acompanha segurando-me firme pela mão.
Abre-se mão de coisa ou outra, mas é essa a graça de nos arriscarmos na corda bamba até o dia em que não será mais necessário se equilibrar para vencê-la. Se as escolhas serão felizes ou infelizes não é possível prever, mas necessitamos sentir, necessitamos arriscar, é preciso saber/ver, jogar todas as nossas fichas, lanças todas as cartas na mesa, e por fim, se preciso for, e se ela ainda estiver lá, sacar a ultima carta da manga, ou então, arregace as mangas e encaminhe-se ao encontro das próximas surpresas do acaso pelos caminhos verdejantes de colinas e planícies, que seguem, que seguem...

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